Domingo, Julho 31, 2005


Como freqüentar a nossa sala no Paltalk?

aqui e baixe o programa. É free.
Uma vez instalado, você pode procurar por narizgelado ou pelo S0mbr4 e nos acrescentar como pal.
Mas pode procurar a sala também: Blog do Noblat - Unnoficial Chat Room.
Se você quiser ser administrador, me contate por e-mail que eu envio a senha da sala.
A vantagem de termos mais administradores é a garantia de que a sala ficará aberta a maior parte do tempo - já que ela só permanece aberta se um dos administradores está on line.
O bom deste programa: embora ele permita a participação dos petistas - e vamos divulgar a sala lá no Noblat para que eles venham mesmo (viu Fora Lulla?) - ele permite que a gente bloqueie os petralhas mais descompensados. E mais: ele é como um msn, que você pode continuar usando enquanto faz outras coisas na web.
Agradeço ao Sombra, que se empenhou todo o final de semana para desvendar o programa.
O que vocês estão esperando?
Venham papear!

Pode meter o nariz: |


Nada como a propriedade privada.

Sombra, dedicadíssimo, abriu uma sala de bate-papo só nossa. De quebra, enviou todas as intruções que os amigos precisam para utilizá-la. Transcrevo abaixo as instruções - pois estavam muito escondidinhas num comment aí embiaxo.

Explicando o paltalk - parte 1

Todo mundo tem que baixar o programa e registrar um nickname. Esse nick é gratuito e dá acesso as salas que tem chat, som e imagem. Quem assinar o paltalk passa a ter acesso a imagens em movto, mas eu achei o preço salgado!

Bom, cada nick pode ser designado para se admin da sala criada, free of charge!

Para isso eu precisaria receber os nicks registrados no paltalk e registrá-los como admin da sala.

Cada admin pode abrir e fechar a sala qdo bem entender, bem como controlar o que se passa, proibindo msgs, banindo pessoas, etc... tudo bem simples, bastanto tc com o botao direito sobre o nick dos participantes da sala...

Existe uma senha padrao da sala, que eu retirei a partir do proprio blog do Noblat, que cada admin teria que saber para poder abrir a sala...

Sem nenhum admin online a sala pode fechar automaticamente.

Sobre o Paltalk - parte 2

Meu devaneio de retransmissão da TV Senado ficou prejudicado em função da questao da assinatura...

Mas qto ao som ...é possível ser feito...

Bom, só falta entao definir os admins e qdo cada um puder ir lá e largar a sala aberta com o minimo de supervisao...

Duvidas??? Postem msgs aqui!

Sombra

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Emprestei o carro.

Então as visistas foram passear. Fiz um café fresquinho e me pus a navegar.
Estou lá no uol - mas mandem uma mensagem para que eu ouça o bip.
17:02h

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Com vocês, Sofia.


Quem é a Sofia? É a filha da Circe. Quem é a Circe? Não sabemos ao certo - mas gostamos dela mesmo assim. Circe vinha teclando com a gente lá no Noblat. Na última semana, contou que estava esperando a Sofia para o dia 17 de agosto - e que teclar ajudava a passar o tempo, já que ela estava ansiosa com a vinda da pimpolha. Vai daí que, na quinta-feira à noite, enquanto discutíamos política lá no bate-papo UOL, a Sofia resolveu vir antes. Desde então, tenho sido gentilmente informada, pelo filho da Circe, a respeito das duas. Ele também tem levado notícias nossas para ela lá na maternidade. Não sei se já notaram, mas fiquei muito comovida com esta história toda. Penso que a Sofia e a Circe deram um toque de humanidade a esta maluquice que estamos vivendo.

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Boneca

Recebi uma foto da Sofia - que tem tudo para se transformar na nossa musa. Pedi autorização e estou aguardando que o mano dela volte da maternidade com a resposta: se for positiva, postarei a foto aqui.

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O jogo do mensalão.

Sempre em cima do lance, o Spike divulgou, ontem, o Game Mensalão. A garotada que está aqui em casa baixou o jogo..e é hilário.

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Como ficamos?

O final de semana está bem turbulento por aqui. Recebi visitas inesperadas que ficarão até terça. Daí que não consegui, até agora, entrar lá no chat do UOL - e minha aparições aqui, nos próximos quatro dias, serão muito irregulares.
Penso que os interessados deveriam organizar um encontro lá no UOL, com a obrigatória presença do Sombra, para entenderem como funciona o Paltalk. Vão tocando a coisa, que depois eu corro atrás do prejuízo.
Sombra: marque um horário para este chat e avise aqui num commment, que eu posto com destaque, ok?
Ps.: não contem com o Noblat..Os "iguentos" passaram a coisa de sexta para segunda..se bobearmos, ficaremos sem tempo real em pleno depoimento do Dirceu.

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Duelo.

A expectativa da semana é mesmo o encontro entre Roberto Jefferson e José Dirceu na Comissão de Ética. Em uma enquete on line, a Veja está perguntando quem será o vencedor da contenda: até agora, 73,04% acreditam em Roberto Jefferson - contra, apenas, 7,33 % que acreditam em Dirceu. Já 19,63% pensam que ambos sairão perdendo.

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Sexta-feira, Julho 29, 2005


O que não faz um chat?

Acabo de receber no post aí em baixo:

Ontem de noite minha mãe estava teclando com você quando, de repente, sentiu uma pontada. Achou que não era nada, que era de ficar sentada... mas a dor não passou. Hoje, às 07:40 h, nasceu a Sofia, com 2,340kg e 47cm - prematura mais tá na boa, na incubadora. Minha mãe tá boa e já acordou. A Sofia é uma belezinha.
Ricardo


Então parabéns para a Circe.. E para a Sofia - que já veio ao mundo discutindo política.
Não se assuste não, Sofia. O país é mais ou menos...mas as praias são ótimas e a cerveja está sempre gelada.

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Em breve, no seu monitor.

O Vizinho do Jefferson está prestes a ganhar companhia. Vem aí um novo e bombástico blog, que informará os internautas sobre o vai-e-vem de uma figura central em toda essa crise. Aguardem, porque a coisa é quente....

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Que tal um Chat? II

Muito boa a experiência de ontem lá na sala do UOL. Adorei conversar com os novos e velhos amigos em tempo real. Fiquei um pouco atrapalhada com a rapidez da coisa. Mas o saldo final foi positivo.
Prontos para uma nova experiência?
Pois o nosso amigo Sombra abriu uma sala no sistema Paltalk . Está cheio de idéias, esse menino: parece que a sala permite que tenhamos transmissão ao vivo da TV Câmera (leiam os comments dele no post "gaúchos", aí embaixo). Imaginem o que seria isso, por exemplo, no vindouro depoimento de Zé Dirceu...
Questão imediata: o Sombra solicita voluntários que se disponham a ser administradores da sala. Quem se habilita?
Sombra: explica pra gente o que deve fazer um administrador, qual o tempo envolvido na coisa, etc. - creio que isto é fundamental para os possíveis voluntários.
Enquanto isso, vamos utilizando a sala do UOL.

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Quando Lula desconstrói Lula.

Versão de um comentário enviado - e até agora não publicado - a Luciano Martins Costa, do Observatório de Imprensa, em resposta ao artigo "A inexorável desconstrução de Lula".

Faltou ao observador considerar empenho do próprio Lula em desconstruir-se. O presidente trabalha para isso sempre que, diante de câmeras e microfones, nos nega a simplicidade de um "eu não sabia". Desconstrói-se, o nosso Lula, quando fala enigmaticamente em inocentes injustiçados pela imprensa deixando-nos cogitar se está a defender Dirceu. Genoino, Delúbio, Silvinho ou Marcos Valério.

Para além de qualquer contorcionismo conspiratório, é esta postura do presidente que vem causando a perda dos ecléticos apoios conquistados durante a campanha eleitoral. Ora... que os ratos sejam os primeiros a abandonar um navio a perigo não é novidade para ninguém. Mas ratos não comandam navios. Não se pode culpá-los pelo naufrágio.

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Quinta-feira, Julho 28, 2005


Gaúcho: povo de fronteira...faca na bota e fogo no coração.


Bagé/RS, ontem.
Foto: Mauro Vieira/Agência RBS.

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Quando os petistas gostavam de CPIs.



23/05/2001
Estudantes da UNB pedindo, com aquele jeitinho petista de ser, por uma CPI.


Foto de Sergio Lima para a Folha.

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Quarta-feira, Julho 27, 2005


Que tal um chat?
23h25min
Estive aqui pensando: e se a gente utilizasse uma sala de chat?
Dei uma passada nos portais e acabo de encontrar uma sala de política no uol totalmente abandonada.
Talvez pudéssemos começar a debater por lá - pelo menos, até que as coisas se normalizem lá no Noblat.
Se gostou da idéia, clique aqui e escolha a sala " variados - política".
Ou passe lá de vez enquando pra ver se tem alguém.

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Renilda

Vou discordar do Sombra e da Lele: eu achei correta a atitude do Delcídio em relação à Renilda. Primeiro, porque a CPI não pode ser um tribunal de inquisição, expondo o depoente à tortura física e mental.
Ela estava mentindo? Claro que, sim! Mentiu tanto quanto o marido, o Delúbio e o Silvinho. Mas nenhum deles foi atacado com tanta veemência.
Lá pelo meio da tarde a mulher já estava um caco. Ali, penso eu, deveria ter sido feita uma pausa de uma hora, talvez uma hora e meia - para, só então, se retomar a coisa com força total. E faltou, acima de tudo, habilidade geral para interrogar uma mulher que se está dizendo "do lar".
Penso que teriam feito muito mais progresso se tivessem formulado perguntas de cunho subjetivo e pessoal...mas diretas. Nada a ver com "como a senhora se sente como mãe, blá, blá, blá....". Mas coisas do tipo: " O que seu esposo achava do Delúbio? Gostava dele?". "Quais foram as últimas palavras do Sr. Marcos antes da senhora vir pra cá?". "O que a senhora pensa do atual governo?". Mulher assim*, a gente pega pelas amenidades.
Mas eu achei que as coisas estavam realmente degringolando quando apareceu por lá o deputado gaúcho Julio Redecker. Veio certamente atrás das câmeras. Tripudiou e não fez uma única pergunta que prestasse. Daí que apoiei a atitude Delcídio.
Porém, algo ficou em suspenso: a Renilda foi a primeira investigada a não receber habeas-corpus. Talvez isto marque uma mudança de postura por parte da justiça - e, neste caso, ninguém mais receberá esta vantagem. Mas se os próximos homens ganharem habeas-corpus, vou pensar que houve discriminação.

* "Mulher assim" como, Nariz Gelado? Ora...pedaboba diplomada. Acreditem: aquela alienação é verdadeira.

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Armas

Nos comments do último post, o Sombra comentou que os petistas do Orkut já estão falando em pegar em armas. Refería-se a uma nota do Cláudio Humberto. O mesmo Sombra se pergunta, então, se as armas entregues ao governo foram realmente destruídas. Penso que havia um sistema de controle - mas também não sei se ainda podemos confirar nos sistemas de controle deste governo. E mais: já que nao pagou o que devia, o que o PT fez com tanto dinheiro?
Por outro lado, Cuba já começou a abrir a latrina para colocar mais lenha na fogueira. Eu não duvido que a citação de Castro ao Brasil tenha sido encomenda de alguém...alguém muito bem quisto por lá e que andou fazendo uma descida forçada à planície.

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Terça-feira, Julho 26, 2005


Azelite : quem são elas?

De acordo com o Huaiss, elite é aquela "minoria que detém o prestígio e o domínio sobre o grupo social".
Dito isto, eu gostaria de fazer alguns questionamentos do atual quadro brasileiro.

1) O que dificulta, hoje, mobilizações públicas ao melhor estilo "caras-pintadas"?
Basicamente o fato de que, hoje, o maior catalizador desse tipo de força social está no centro das denúncias. O PT foi fundamental nas manifestações populares que exigiram o impeachment de Collor. Logo, a atual apatia do povo comprova que o PT exerce significativo domínio sobre o grupo social.

2) As atuais denúncias têm abalado o prestígio do PT?
De acordo com a última pesquisa da Data Folha, o escândalo do mensalão não afetou a preferência do eleitorado pelo PT. Logo, o Partido dos Trabalhadores continua a ser detentor de grande prestígio junto ao universo social.

3) O que PT representa em números populacionais absolutos?
O PT tem, hoje, 800 mil afiliados. Embora o número seja significativo do ponto de vista partidário, ele corresponde a menos de 0,5% da população nacional. É claro que o PT encontra simpatizantes em um universo muito maior do que aquele representado por seus afiliados. Mas, para efeitos de poder, "simpatizantes" dificilmente são convidados a ocupar cargos significativos. Logo, em números populacionais absolutos, o PT é uma minoria.

Diante do acima exposto, fica claro que o PT é um grupo minoritário, que detém o prestígio e o domínio sobre o conjunto social.
Logo, o PT é atual elite brasileira.
Avisem ao presidente. E aos petistas.

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Segunda-feira, Julho 25, 2005


Burrice mata.
Com meus respeitos à família do brasileiro morto na Inglaterra. Mas correr da polícia, em uma estação londrina, nos dias de hoje, é pedir pra morrer.

Repetitivos
Sei que eles são a linha de frente da atual batalha em Brasília... Mas Roberto Jefferson, Denise Frossard e Heloisa Helena têm que parar de dizer as mesmas coisas, com as mesmas palavras, no mesmo tom, toda a vez que concedem entrevista. Parece texto pronto.

A democracia segundo o PT
Petistas fanáticos detonaram o sistema de comentários do Blog do Noblat. Incrível como essa gentalha destrói tudo o que toca.

Mulherzinha.
Fernanda Karina mostrou a que veio: quer posar na Playboy para bancar a campanha de deputada.
Quem estiver com vergonha de ser mulher, levante a mão.

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Quinta-feira, Julho 21, 2005


A mais nova balela.

Na minha terra, balela é sinônimo de lorota...bobagem, mentira, coisa pouco crível que se conta aos incautos.
Pois, nos últimos dias, há uma nova balela sendo sugerida, aqui e alí - através de programas de entrevista e notinhas da imprensa chapa branca. Tal balela sugere que, se o PT afundar mesmo, o Brasil estará às portas de uma luta de classes - posto que terá sido fechada a "única via" de diálogo e expressão política dos grupos sociais menos favorecidos.

Eu posso até aceitar o papel de "pacificador social" exercido pelo PT - principalmente quando a sigla, em sua ganância política, abarcou a maioria dos pequenos partidos de esquerda. Mas é justamente aí - na multiplicidade de correntes que compõem o PT - que a balela se desmancha no ar.

Tão logo o último petista apague a luz do último diretório, novos partidos serão criados. Numerosas vias de espressão política se apresentarão às classes menos favorecidas. Não enxovalhadas pela atual roubalheira que se vê no PT, tais vias poderão se organizar muito mais rapidamente do que o partido de Lula fez no passado.

Mas é claro que levará algum tempo para que estes novos partidos ganhem a representatividade de um PT. E é aí que reside o problema: tendo caído em um buraco, os atuais petistas não querem recomeçar. Não querem seguir a lógica, natural a todas as situações da vida: de aquele que cai deve refazer o caminho para reerguer-se. Preferirão, antes, usurpar o poder, descumprir as regras e, se preciso for, romper com a democracia.

É por isso que já começaram a espalhar balelas.

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O que está por trás do desarmamento?
Revendo um post de 2004.

Quem está inclinado a votar a favor do desarmamento deveria, antes, procurar saber onde - e por quem - este tipo de estratégia já foi utilizada.

Na União Soviética:
Joseph Stálin apostou em um rígido sistema de controle do porte de armas a fim de diminuir a violência. Devidamente pacificada, a população pôde aderir ao plano de trabalho compulsório não remunerado do camarada-mor. Os menos entusiasmados foram convidados a conhecer a Sibéria.

Na Alemanha nazista:
Em 7 de novembro de 1938, após o assassinato de um secretário da embaixada alemã em Paris, Adolf Hitler decidiu-se pelo desarmamento da comunidade judaica. O decreto saiu no dia 8 de novembro. No dia 9 ocorreu a "Noite dos Cristais: "Todas as lojas judias devem ser destruídas imediatamente. Sinagogas devem ser queimadas. O Führer quer que a polícia não intervenha. Todos os judeus devem ser desarmados. No caso de resistência eles devem ser fuzilados imediatamente" (The New York Times, Nov. 9, 1938, 24).

Na China comunista:
Mao Tse-tung, promoveu o desarmamento da população chinesa um pouco antes de lançar um dos baluartes de sua revolução: o trabalho forçado - compulsório e não pago. Seu plano de desarmamento também facilitou a solução dos conflito intestinos do sistema com a eliminação de cerca de 20.000.000 opositores.

No Camboja:
Pol Pot, líder do Khmer Vermelho no Camboja, antes de iniciar seu plano de paz, implantou um rígido controle para o porte de armas. A eficácia de tal estratégia na busca pela paz pode ser comprovada pelos números: em três anos, o Camboja teve 14% de sua população exterminada.

Desarmamento: quem não te conhece que te compre.

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Domingo, Julho 17, 2005


Quando uma população é desarmada.

Ontem à noite, centenas de cidadãos cariocas caíram em uma verdadeira arapuca: ficaram presos dentro de um túnel da zona sul, enquanto policiais do Batalhão de Operações Especiais e traficantes da rocinha trocavam tiros do lado de fora.

Eu imagino o desespero daquelas pessoas. Se os marginais furassem o cerco e entrassem no túnel, restariam duas opções aos pagadores de impostos que alí estavam: tornarem-se reféns ou morrerem. Qualquer outra hipótese só viria se alguns dentre eles estivessem portando armas.

Dias antes, em São Paulo, centenas de comerciantes tiveram suas lojas destruídas - juntamente com parte do patrimônio público - por uma orda de torcedores insandecidos. A polícia não foi capaz de conter a turba. Mas estou certa de que a situação seria muito diferente se a marginália em questão desconfiasse que, dentre os moradores e comerciantes locais, houvesse alguns portadores legais de armas de fogo.

Pois é sobre este tipo de questão que você terá que decidir no plebiscito de outubro. E, antes de votar a favor do desarmamento, seria bom que você se imaginasse preso na mesma situação que aqueles cariocas viveram ontem. Ou que tentasse visualizar o patrimônio arduamente conquistado sendo destruído por uma manada de torcedores insatisfeitos.

Não acredite no discurso de que portar armas de fogo acirra a violência. Na verdade, a violência já se encontra em níveis insuportáveis. Também não entre na conversa de que polícia vai subir os morros e desarmar a marginália. Se não fez até hoje, não há porque acreditar que fará algum dia. O desarmamento vai atingir apenas as vítimas potenciais da bandidagem.

Em outubro, vote não. E, se puder, compre uma arma.

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Quinta-feira, Julho 14, 2005


O terror não tem raça, nem nacionalidade...Mas tem religião.

Os investigações da carnificina em Londres estão confirmando aquilo que temos dito ao longo de três anos neste blog: o islamismo é uma fábrica de terroristas. Que isto ocorra por distorções doutrinárias fanáticas - e não pela natureza, em si, da religião islâmica - também já foi muitas vezes repetido.

No entanto há, por parte dos Estados e seus organismos de defesa, um certo de medo agir com rigor junto às comunidades islâmicas. Tal medo é justificado, já que uma perseguição religiosa é algo inadmissível. A pergunta que se coloca, então, é se há meios para combater uma ideologia de base claramente religiosa sem que, para isso, se confirgure um clima de perseguição.

Penso que a experiência americana com a Ku-Klux-Klan, poderia servir de baliza. Embora esta organização, por conta da Primeira Emenda, continue ativa até hoje, seu potencial violento foi neutralizado. Na década de 1960 - quando se deram os maiores combates entre o FBI e a KKK - todos sabiam que aquela Klan criminosa e assassina tinha suas bases ideológicas no cristianismo. Ainda assim, o Estado não se furtou a perseguí-la. Não recuou, diante da ameaça de ver creditada para si uma caçada religiosa. De fato, o fez de forma tal que os bons cristãos americanos jamais se sentiram agredidos por aquela guerra - ao contrário, tornaram-se solidários à causa.

Alguns podem dizer que eram outros tempos - tempos em que o "politicamente correto" ainda não sentara raízes nas mentes e corações. Vou discordar: em função da proximidade temporal com o nazi-fascismo, o fantasma da perseguição religiosa já pairava sobre o mundo - em especial, entre as nações que, como os Estados Unidos, que se haviam envolvido diretamente na II Guerra.

É por esse motivo que eu recomendaria aos líderes mundiais que estudassem com alguma atenção este episódio da história nortamericana. Alí talvez encontrem a receita que, devidamente ampliada a um contexto mundial, permita-lhes identificar qual é o limite entre a liberdade religiosa e o direito à vida.

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Segunda-feira, Julho 11, 2005


Conexões divinas? - Reeditado

Eu tenho mania de prestar atenção ao lado humano das coisas. Por isso, durante o depoimento do empresário Marcos Valério à CPI dos Correios, achei curioso um diálogo estabelecido entre ele e o Senador Magno Malta, que lá chegou na ultima hora.

No primeiro dos trechos que memorizei, ao buscar identificar-se com o depoente, o senador disse que já passara por situação similar àquela na qual Valério se encontrava. Valério respondeu: " Eu sei...eu conheço a sua história, senador".
Já o segundo trecho do qual me lembro foi mais interessante:

"- Sr.Marco, o sr. se sente julgado por Deus?"
"- Julgado? Não. Me sinto testado por Deus.
"- Então o sr. acha que Deus o está testando?
"- Eu tenho certeza...e sei que o senhor conhece isso, senador."

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Nova Bomba

11h.33min

Meus caros, acabo de ler, no blog do Ricardo Noblat, que uma testemunha ocular afirma ter presenciado o flagra de um avião da Igreja Universal em um angar da TAM. Dentro dele, sete malas de dinheiro e um deputado - segundo a nota publicada pelo Noblat, do PFL.
O problema: não consegui nem ler em que aeroporto foi, pois o blog deu pau...saiu do ar.

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Domingo, Julho 10, 2005


Um domingo tranqüilo

De segunda a sexta foi tão louco, que o final de semana ficou monótono. Mas enquanto as CPIs não recomeçam, tenho me divertido à beça lá nos comments do Ricardo Noblat. Encontrei uma moçada bacana, que está deitando e rolando em função do último fiasco petista. Nada como fazer novos amigos ao sabor de estremecimentos republicanos.
Outra dica - velha para quem leu a última Veja - é acompanhar a vida do Roberto Jefferson pela janela de seu vizinho.
E faz uns minutos que o Tarso Genro anunciou suas primeiras providências como novo presidente do PT. Pelo tom, senti que romperam totalmente com Dirceu e quadrilha. Tarde demais, penso eu. Vai ser difícil fazer a tal estrela reluzir novamente.
De resto, parece que a próxima semana vai ser prenhe em novos acontecimentos. Há mutos rumores. Um, em especial, que envolve cartões de crédito da família palaciana, ganha corpo a cada minuto.
Aguardemos pois, pelo jeito, a cueca foi só a ponta do iceberg.

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Sábado, Julho 09, 2005


Incrível...mas este pessoal anda me deixando sem palavras.

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Sexta-feira, Julho 08, 2005


Em breve, na sua sala de cinema.


Ps.:Copiem à vontade...Mas tenham a elegância de me dar o crédito.

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Quinta-feira, Julho 07, 2005


Novo ataque das hienas.

Já consegui localizar os amigos em Londres - graças a Deus, estão todos bem.
Não creio que haja muita coisa mais que eu possa dizer sobre o terrorismo islâmico- exceto que, como todos sabem, sempre defendi a impossibilidade de diálogo.
Tenho absoluta certeza de que o ocidente vencerá, mais uma vez, pela razão: mais cedo ou mais tarde a tecnologia apresentará uma solução para esta praga que infesta o planeta.
Enquanto isso não acontece, fico imaginando: depois de promover e sediar a panfletária Cúpula Árabe-Sul Americana, com que cara a mula que nos governa deve estar lá no G-8?

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Terça-feira, Julho 05, 2005


A música de hoje.

Shakira...Donde están los ladrones

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Segunda-feira, Julho 04, 2005


Será que agora deu para entender por qual motivo o atual governo tentou criar um Conselho de Jornalismo? E por quê razão, quando a tentativa falhou, o presidente chamou aos jornalistas de "covardes"?

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Sou uma neanderthal tangendo bytes.

Eu acredito na honestidade, na democracia, nos conselhos de meu falecido avô e nas benesses de uma boa xícara de café. Hoje já não tenho dúvidas de que isso faz de mim uma neanderthal. Neste mundo onde tudo o que é bom faz mal à saúde, onde o PT relativiza o conceito de honestidade - e onde o melhor do que aprendemos, enfim, está sendo relativizado - sou uma espécie em extinção.

É nesta qualidade que me sento aqui, no cyber espaço do aeroporto internacional de Porto Alegre, para escrever-lhes. Só nisso, já sou obrigada a reconhecer as qualidades deste admirável mundo novo. Bastou ingressar no blog para que sumisse aquela sensação impessoal de aeroporto. Bastou ver a familiar programação visual e abrir os comments para que eu me sentisse em casa. Sentimento espantoso que, com certeza, vai tornar menos penosa a espera de um retorno físico ao lar.

Mas é paradoxal que eu me perceba, simultaneamente, tão pós-moderna e tão ultrapassada. Sou de uma geração que, junto com Renato Russo, perguntava-se "Que país é esse?". A mesma geração que achou o máximo ver um Lobão algemado tocar o hino nacional num solo de guitarra. Geração que assitiu à "Wall Street Poder e Cobiça" e "Uma Secretária de Futuro" assimilando que, também no capitalismo de roupagem yuppie, o crime não compensava. "Colonização cultural" era uma expressão sem qualquer sentido para nós, posto que lotávamos tanto os shows do The Cure quanto os do Capital Inicial ou do Legião Urbana.

Não poucas vezes, os jovens da década de 1980, por terem crescido sob a ditadura, foram considerados uma "geração perdida". Quem nos analisava por este prisma era aquela meia dúzia de gatos pingados que, tendo assumido a luta armada na década anterior, retornava beneficiada pela anistia. Não raro, eles aqui chegavam empunhando títulos de universidades mundialmente reconhecidas - o quê, por si só, parecia autorizar-lhes a tecer comentários sobre uma geração cujo desenvolvimento eles não haviam acompanhado.

Esqueceram-se de que, à despeito de qualquer cerceamento ocorrido em sala de aula, tínhamos uma família que nos explicava que estávamos vivendo em um regime de exceção. Projetaram pois, em nós, o isolamento e a falta de informação que pesava sobre si mesmos. E mal se deram conta do quanto o nosso deslumbramento com a liberdade de expressão e com o ingresso do país na pós-modernidade, colaborou para o florescimento do PT.

Sem armas ou seqüestros, estávamos - ao votar em governadores de esquerda e lotar os comícios pelas "Diretas Já" - fazendo uma revolução concreta e definitiva. Tão concreta que pudemos encerrar o mandato de um presidente mal escolhido. Tão definitiva que não hesitaremos em fazê-lo novamente, se preciso for. Louvável pensar que fazíamos isso curtindo Talking Heads - e não a mediocridade de um Geraldo Vandré.

Hoje estamos vendo quem é , de fato, a geração perdida. É aquela que, para cá voltando, não soube capitalizar honestamente o frescor e a disposição das jovens mentes brasileiras. Capitalizou-os maquiavelicamente, aparentando inocência e honestidade, a fim de montar um aparelhamento de fazer corar Joseph Stálin. E o mais interessante é que seguem nos subestimando, na crença de que não nos daremos conta de que mentiram, roubaram e corromperam a nossa política.

Pois a geração de oitenta tem um recado para a geração da luta armada: o sonho gramisciano chegou ao fim. Do alto da nossa bagagem cultural capitalista, democrática e globalizada, nós vamos derrubar vocês. Vocês estão perdidos.

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Sexta-feira, Julho 01, 2005


Para quem acompanhou o depoimento de ontem até o fim:

Nervos de aço
Lupcínio Rodrigues

Você sabe o que é ter um amor, meu senhor
Ter loucura por uma mulher
E depois encontrar esse amor, meu senhor
Nos braços de um outro qualquer
Você sabe o que é ter um amor, meu senhor
E por ele quase morrer
E depois encontrá-lo em um braço
Que nem um pedaço do seu pode ser
Há pessoas de nervos de aço
Sem sangue nas veias e sem coração
Mas não sei se passando o que eu passo
Talvez não lhes venha qualquer reação
Eu não sei se o que trago no peito
É ciúme, despeito, amizade ou horror
Eu só sei é que quando a vejo
Me dá um desejo de morte ou de dor

Depois de tudo, concluo que o Jefferson é o nosso soro antiofídico: origem pouco confiável, efeito positivo.

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