NOTÍCIAS Últimas Notícias - Estadão
Fonte:Estadão

Eu estou no Blog List

EU LEIO:

Claudio Tellez
Confissões de uma mente perturbada
Contra a Ilusao
Insight Cultural
Lábios de Pitanga
Mach's Spab
Mídia sem Máscara
Notalatina
Pau da Barraca
Sociedade dos Amigos da América

[Powered by Blogger]
Archive

Sexta-feira, Julho 30, 2004


Calça de veludo e bunda de fora.

O ditado acima era um dos prediletos do meu avô paterno.
E eu tenho me lembrado dele quase todos os dias.

Tudo por conta de um governo que, mesmo não conseguindo fazer o mínimo por seu povo, sai por aí a perdoar dívidas de outros países.
Só neste mês, já foram U$52 milhões de dólares em perdão para a Bolívia, 36 milhões para o Gabão e U$ 3 milhões para Cabo Verde.

Mas o trágico mesmo é ver o governo Lula agraciar a Bolívia, via BNDES, com um financiamento 600 milhões de dólares - que garantirá a construção de uma estrada naquele país - e negar a Santa Catarina os U$ 160 milhões que seriam necessários para duplicar o trecho sul da BR 101.
Para quem não sabe, este é um dos trechos rodoviários com o maior índice de mortes no Brasil.

Que morram os brasileiros. Os bolivianos estão garantidos.

Pode meter o nariz:


Férias

Viajo no domingo para umas merecidas férias de dez dias. Em princípio, ficarei longe de computadores - o que sigifinica que o blog não vai ser atualizado neste período. Mas nunca se sabe. Se eu entrar em crise de abstinência, arrumo um jeito de dar um alô. Então, até a volta.

Pode meter o nariz:


Sábado, Julho 24, 2004


Para quem curte o desarmamento.

Para quem está considerando seriamente entregar sua arma ao governo, vale lembar onde - e por quem - este tipo de estratégia já foi utilizada.

Joseph Stálin apostou em um rígido sistema de controle do porte de armas a fim de diminuir a violência. Devidamente pacificada, a população pôde aderir ao plano de trabalho compulsório não remunerado do camarada-mor. Os menos entusiasmados foram convidados a conhecer a Sibéria.

Em 7 de novembro de 1938, após o assassinato de um secretário da embaixada alemã em Paris, Adolf Hitler decidiu-se pelo desarmamento da comunidade judaica. O decreto saiu no dia 8 de novembro. No dia 9 ocorreu a "Noite dos Cristais: "Todas as lojas judias devem ser destruídas imediatamente. Sinagogas devem ser queimadas. O Führer quer que a polícia não intervenha. Todos os judeus devem ser desarmados. No caso de resistência eles devem ser fuzilados imediatamente" (The New York Times, Nov. 9, 1938, 24).

Mao Tse-tung, promoveu o desarmamento da população chinesa um pouco antes de lançar um dos baluartes de sua revolução: o trabalho forçado - compulsório e não pago. Seu plano de desarmamento também facilitou a solução dos conflito intestinos do sistema com a eliminação de cerca de 20.000.000 positores.

Pol Pot, líder do Khmer Vermelho no Camboja, antes de iniciar seu plano de paz, implantou um rígido controle para o porte de armas. A eficácia de tal estratégia na busca pela paz pode ser comprovada pelos números: em três anos, o Camboja teve 14% de sua população exterminada.

Quem não te conhece que te compre.

Pode meter o nariz:


Terça-feira, Julho 20, 2004


A volta dos mortos-vivos.

Se o governo Lula quer lançar uma campanha de civismo, não precisa nem gastar muito.
Basta utilizar os recursos que foram criados da última vez em que se fez algo do gênero no país.
Quem viveu sob a ditadura militar que me acompanhe:

As praias do Brasil ensolaradas
[Lá lá lá lá]
O chão do meu país se elevou
[Lá lá lá lá]

A mão de Deus abençoou
Mulher que nasce aqui tem muito mais AMOR!

O céu do meu Brasil tem mais estrelas
[Lá lá lá lá]
O sol do meu país mais esplendor
[Lá lá lá lá]

A mão de Deus abençoou
Em terras brasileiras vou plantar AMOR!

Eu te amo meu Brasil - Eu te amo!
Meu coração é verde, amarelo, branco, azul, anil !
Eu te amo meu Brasil - Eu te amo!
Ninguém segura a juventude do Brasil !!!

As tardes do Brasil são mais Douradas
[Lá lá lá lá]
Mulatas tocam cheias de calor
[Lá lá lá lá]

A mão de Deus abençoou
Eu vou ficar aqui porque existe AMOR!

No Carnaval os Gringos querem vê-las
[Lá lá lá lá]
Num colossal desfile multicor
[Lá lá lá lá]

A mão de Deus abençoou
Em terras brasileiras vou plantar AMOR!

Adoro meu Brasil de madrugada
[Lá lá lá lá]
As horas que eu estou com meu AMOR
[Lá lá lá lá]

A mão de Deus abençoou
A minha amada vai comigo aonde eu FOR!

As luzes do Brasil têm mais beleza
[Lá lá lá lá]
Aurora chora de tristeza e dor
[Lá lá lá lá]
Porque a Natureza Assopra
E ela vai-se embora enquanto eu planto o Amor!

Pode meter o nariz:


Segunda-feira, Julho 19, 2004


O Gato e as Pedagogas

Finalmente, uma voz se ergue contra as pedabobagens que andam rolando por aí.
Hoje, em coluna imperdível para o jornal Zero Hora*, o cantor e compositor Nei Lisboa fala de sua indignação diante da patrulha padagógica que se abateu sobre uma das mais tradicionais cantigas infantis: "Atirei o pau no gato". Pois a musiquinha que embalou nossa bucólica infância está, agora, a ser cantada assim: " Não atirei o pau no gato, porque isso não se faz....".

Valha-me Deus!

A justificativa para esta diarréia criativa se dá, é claro, pela lógica do politicamente correto - já que a versão original poderia estimular as crianças a cometerem violência contra os bichanos. Parte do ridículo princípio, como bem observa o Nei, de que o infante ouvinte possa de fato ater-se ao sentido literal da frase - que, embaladas pela cantiga, as crianças saiam por aí a perseguir gatos indefesos.

Mas o leitor deve estar se perguntando porque razão estou falando disso.

Simplesmente porque este é o tipo de situação que ilustra bem o motivo pelo qual prefiro os gatos às pedagogas: enquanto elas perdem um tempo precioso pensando em bobagens desta natureza, o ensino deste país vai ao brejo. Quem convive com a realidade da escola pública entenderá o que estou dizendo: faltam noções básicas de educação, higiene e boas maneiras. Falta - como vários estudos têm comprovado - um projeto pedagógico e que garanta, no mínimo, que os alunos sejam capazes de interpretar o que lêem.

Pois já é hora de darmos os nomes aos bois e creditarmos corretamente o lamentável quadro em que se encontra o ensino fundamental e médio deste país. A partir da década de 1980, quando encerrava-se a ditadura, nossas escolas passaram a servir de laboratório para as mais diversas e desbundadas teorias pedagógicas - dentre elas, a mais famosa foi o construtivismo, que teve Paulo Freire e sua "pedagogia do oprimido" como ícone maior. Sem freios ou cerceamento de qualquer ordem, as pedagogas puderam implantar o sistema que melhor lhes parecesse. Passados vinte anos, bem sabemos qual foi resultado de tão louvável trabalho.

Pior do que isso, só mesmo o fato de que este bando de incompetentes - para quem a patrulha de cantigas infantis sobrepõem-se à questões cruciais - compõem o "rico manacial" de onde são pinçadas as lideranças das instituições de ensino médio e fundamental do Brasil. Mais triste ainda, é que as universidades brasileiras vomitem, a cada semestre, centenas destes clones de Paulo Freire e Leonardo Boff - só para citar onde começa e termina todo o conhecimento teórico e filosófico desta gente. O número espantoso de formandos nesta área, aliás, é diretamente proporcional à facilidade do curso - no qual, para garantir o diploma, basta saber balbuciar alguns conceitos de Freire, recortar, colar e decorar as musiquinhas da Xuxa.

Para comprovar-se a saturação da área, basta observar que, agora, as pedagogas estão a invadir também o mundo empresarial - sobrepujando os profissionais de Recursos Humanos. A conta é simples: se cada escola precisaria, em tese, de apenas uma pedagoga, é preciso criar um mercado novo para elas - estratégia apoiada pelas universidades que, obviamente, não pretendem abrir mão de um curso que atrai milhares de alunos e exige pouco investimento. E se, nas escolas, estão a mudar o "Atirei o pau no gato", fico imaginando o que irão propor no meio empresarial.

De uma coisa é certa: já está mais do que na hora de se fazer uma ampla avaliação dos cursos de pedagogia deste país. Este é um assunto urgente, pois não podemos passar mais vinte anos brincando de "aprender a aprender".Poupado o gato, é hora de jogarmos o pau nas pedagogas.

* O artigo da Zero hora é acessível para quem tem cadastro lá.

Pode meter o nariz:


Sábado, Julho 17, 2004


Muro
Os pacifistas podem bufar e o Tribunal de Haia condenar....Mas a verdade é que a política agressiva de Ariel Sharon contra o terror palestino está dando certo: tanto o muro quanto os ataques cirúrgicos a lideranças de grupos terroristas fizeram cair progressivamente o número de ataques à Israel. No mês de junho, em comparação com o mesmo período do ano passado, a redução foi de 82%. E agora, José? Parece que o homem é louco...mas de tolo não tem nada.

Armas
Aqui, a falcatrua do desarmamento da população civil vai de vento em popa. Em breve estaremos todos à mercê dos bandidos - cujo desarmamento ninguém providencia. Nossa situação será no mínimo preocupante: de um lado, o Estado- armado até os dentes e corrupto como soe ocorrer em terras latino-americanas; de outro, a marginália - armada até os dentes, e impune como soe ocorrer em terras latino-americanas. No meio, o povo - indefeso, como jamais se viu antes em terras latino-americanas.

Gás
Mas talvez nem tudo esteja perdido. Pelo menos é o que parece, quando vejo Felipe Quispe vociferar contra a Petrobrás. Na opinião deste conhecido líder indígena, a Petrobrás não passa de uma representante do imperialismo brasileiro - que não vê a hora de atirar-se sobre as reservas de gás natural da Bolívia. Deus o ouça.

Pode meter o nariz:


Quinta-feira, Julho 08, 2004


Tango ingrato.

É o que dá unir-se a caloteiros.
Desde que assumiu a presidência da república, Lula empenhou-se em apoiar as desgraças de Kirchner frente ao FMI. Em março último, quando a Argentina estava a apenas cinco horas de cometer um calote, o presidente brasileiro gastou o dinheiro do contribuinte em ligações telefônicas para dirigentes da França, Alemanha e Espanha a fim de obter-lhes solidariedade em prol de Kirchner. Ligou também para Bush, solicitando uma atitude compreensiva diante da situação dos hermanos. Era a "aliança Brasília-Buenos Aires", que previa estratégias conjuntas para lidar com as dívidas públicas dos dois países - e que, dias depois, foi seguida pela assinatura da Ata de Copacabana.

Maravilhada de ver o torneiro mecânico guindado à posição de lider do terceiro mundo latino - e, talvez, antecipando que aquele apoio a um premente calote argentino pudesse indicar o caminho a ser seguido pelo próprio Brasil - a imprensa tupiniquim delirou.

Pois, agora, o retorno nos chega na forma de um velho e previsível tango: Kirchner está ameaçando ampliar as restrições impostas aos produtos brasileiros. E isto no momento em que o próprio Kirchner está passando a Lula a presidência temporária do morimbundo Mercosul.

É como diz aquele belíssimo Tango Ingrato de Zabaleta e Larrea:
Ahora me toca olvidar
tus palabras de despido
como si es fácil borrar
todo lo que hemos vivido
.

Ps.: Não sou o Kirchner, mas também ando voltando atrás. Por insistência de alguns colegas - e a despeito do que havia escrito ontem - acabei aderindo ao Orkut. Não sei se foi uma decisão acertada, mas vamos ver no que dá. Se alguém quiser um convite, deixe um recado com seu respectivo e-mail.

Pode meter o nariz:


Terça-feira, Julho 06, 2004


Todo o que você queria saber sobre o Orkut
E ninguém teve paciência pra lhe explicar.

No último domingo, almocei na casa de uns amigos e dei uma olhada no Orkut. Sinceramente, não vi nada de especial. A ferramenta oferece acesso aos mais variados fóruns de discussão...e é só. Antes de conhecer, eu imaginava que o Orkut fizesse, a partir do perfil do usuário, uma busca de fóruns por "compatibilidade" ou algo do gênero. Mas não é assim: uma vez lá dentro, você tem que ficar garimpando os fóruns do seu interesse. Ou seja: nada que você não possa fazer via Google - e sem ficar se expondo tanto.

Outro motivo de decepção: o nível é tão baixo quanto de qualquer outro fórum aberto - ao contrário do que poderia se esperar de um ambiente onde, a princípio, todos estão usando a sua verdadeira identidade. Os brasileiros, principalmente, não têm a menor vergonha de pagar mico em praça pública - usam e abusam do nosso repertório de palavrões.

Ao que tudo indica, o frisson causado pelo Orkut se dá em função do clima de "namoro" que rola na própria estrutura do programa. Você pode classificar seus amigos em graus de sex appeal, beleza, etc. Mas não há uma classificação, por exemplo, para os mais cultos, mais burros ou mais preconceituosos - o que seria interessantíssimo em qualquer fórum.

O nível da coisa pode ser medido por alguns exemplos: a alardeada revolta dos usuários americanos contra uma "suposta invasão brasileira", é uma polêmica plantada pelos próprios brasileiros - basta ver quem são o criadores dos fóruns que tratam deste tema. Mais cômico ainda, é que não faltou um brasileiro para propor a útil campanha Iraquiano por um dia - movimento que sugere que todos os brasileiros troquem sua nacionalidade numa determinada data a fim de que "os americanos sintam-se invadidos pelos iraquianos". Pior do que isso, só os Loucos por biscoito Piraquê ou os Crentes da Coca-cola - suposto movimento religioso pós-moderno.

O que ocorre nos sites de política, então, é de deixar qualquer brasileiro de bom senso morto de vergonha. Não importa se a comunidade é republicana ou democrata, pró ou anti Bush: fazendo uso, na maior parte das vezes, de um inglês tosco, nossos conterrâneos só xingam. E o mais impressionante: se você digitar Osama Bin Laden vai descobrir 10 comunidades - todas criadas por brasileiros - dedicadas a elogiar o terrorista.

Diante deste quadro - e como não encontrei nada de irresistível nas áreas de história, arqueologia e política -, declinei do convite. Porque ingressar em uma "comunidade fechada" que só faz repetir a burrice vigente aqui fora?

Pode meter o nariz:


Sexta-feira, Julho 02, 2004


Duas opções de leitura para uma noite chuvosa.

O amigo pode escolher inteirar-se da mais nova pérola lançada pela mula que nos governa: "o país pode voltar a crescer se o povo tiver auto-estima e determinação como a dos vietnamitas na guerra contra os Estados Unidos ", declarou o quadrúpede.

Ou, se preferir algo mais profundo e positivo, sugiro a leitura do artigo de Larry Abraham sobre a Terceira Jihad e o quê, de fato, está por trás da guerra do Iraque. Nunca fui afeita ao Abraham, até porque, de um modo geral, eu sou de centro. Mas se há um assunto para o qual me tornei, nos últimos anos, extrema direita, é o terrorismo.

Depois me digam o que acharam.

Pode meter o nariz:


Quando as hienas enlouquecem.

Enquanto a Ana Paula Padrão, na quarta-feira à noite, externava docemente seu temor de que Saddam não seja tratado com justiça, as reações do mundo árabe divergem. O rei Abdullah, da Jordânia, diz que, se preciso for, enviará tropas ao Iraque para garantir a manutenção da ordem. Já a Al Qaeda emite novas ameaças contra a Europa, lembrando que o prazo três meses dado por Bin Laden termina em 15 de julho.

Talvez seja casualidade que as hienas tenham escolhido esta data para lembrar tal prazo. Mas creio que não. A imagem de um Saddam abatido - porém, com disposição suficiente para desafiar a justiça - deve ter promovido frisson na matilha.
Mas o que importa é que continuam a exigir o impossível, prometendo morte e destruição no caso de não serem atendidos.

Bobagem.

Esta gente já provocou morte e destruição na Espanha e nos EUA sem qualquer aviso.
Espera-se, então, que os governos europeus reajam a esta mensagem da mesma forma que reagiram à proposta de trégua emitida por Bin Laden em abril último: com um sonoro "vem que tem".

Mas eu realmente não acredito que a Al Qaeda venha a promover um ataque nas proporções que está prometendo - agora chegam sugerir que os muçulmanos deixem a Europa ou se abasteçam com mantimentos e dinheiro para um mês. A organização pode ser louca, mas não é burra: um ataque destas proporções seria a desculpa perfeita para que o ocidente "passasse o rodo".
Em outras palavras: todo mundo sabe o que se deve fazer com um cachorro louco.

Pode meter o nariz:


Home